Vinhos marcantes de minha vida

 

Em Fevereiro de 2010, saiu na revista Gosto o seguinte artigo sobre os 20 vinhos que marcaram a minha vida.

                       

 

                           Confira tudo no link abaixo:
              20 vinhos que marcaram minha vida.pdf (1,4 MB)

 

 

Em Julho de 2015, na 4ª edição do meu livro Os Segredos do Vinho eu completei a relação acima, totalizando 40 vinhos, conforme segue em ordem cronológica:

 

Wehlener Sonnenuhr Riesling Kabinett 1971, de Joh. Jos. Prüm, o primeiro grande vinho branco seco de minha vida. Esse excelente vinho alemão foi sorvido, em 1981, junto com a minha namorada de sempre, a minha esposa Maria Luiza.

 

Vega Sicilia Unico 1967, o meu primeiro super vinho tinto degustado às cegas. Foi durante a sétima reunião do Grupo Amarante (criada com a ajuda do amigo Saul Galvão), em setembro de 1983, no restaurante Fasano.

 

Velho do Museu 1971, que reinou absoluto nas décadas de 1970 e 1980, sendo um dos meus melhores tintos brasileiros provados até hoje. Foi numa degustação comparativa das distintas safras do vinho Velho do Museu entre 1971 e 1883. Ela ocorreu em abril de 1985, no Château Lacave, bela edificação em estilo medieval, situado em Caxias do Sul, convidado por meu amigo Juan Luiz Carrau.

 

Barbaresco Riserva 1982, de Angelo Gaja, o meu primeiro grande tinto italiano, bebido em outubro de 1987, na adega da própria vinícola, situada no Piemonte.

 

Reserva “904” 1970, de La Rioja Alta, para mim o melhor vinho dessa vinícola, apesar de não ser o mais caro (que é o Reserva "890"), vencedor de três provas de tintos espanhóis do Grupo Amarante, em julho de 1988, em dezembro de 1990 e em julho de 1996, respectivamente.

 

Château d’Yquem 1975, o meu primeiro ícone branco doce, desfrutado graças ao amigo José Ruy Sampaio. Eu o bebi numa das noitadas do Grupo Amarante, em setembro de 1989, no restaurante Massimo, sede constant de nosso grupo entre dezembro de 1985 e maio de 1996.

 

Romanée-Conti 1980, o meu primeiro Romanée-Conti adquirido num consórcio de dez companheiros de viagem, organizado pelo amigo Ennio Federico e por mim. Ele foi apreciado em setembro de 1990, na belíssima e eterna Paris.

 

Château Haut-Brion Blanc 1982, talvez o melhor branco seco que tenha me deleitado. Foi ofertado, em julho de 1995, pelo amigo Ciro Lilla, num excelente jantar preparado pelo chef José Ruy Sampaio – por sinal um dos melhores cozinheiros amadores que conheço.

 

Marqués de Riscal Reserva 1938, um dos meus melhores tintos da primeira metade do século passado. Foi um dos ganhadores de uma degustação vertical de sete vinhos desse produtor, com as safras indo de 1938 a 1982, gentilmente cedidos pelo amigo Ciro Lilla. A prova, organizada pela revista Gula, realizou-se em maio de 1997, na presença de um descendente do próprio Marqués de Riscal.

 

Krug Clos du Mesnil Blanc de Blancs 1985, talvez o meu melhor champagne, bebido num dos jantares dos membros do painel de degustação da revista Gula, ocorrido em agosto de 1997, no antigo e saudoso restaurante Roma Jardins.

 

Moscatel de Setúbal Superior 1880, de José Maria da Fonseca, o vinho mais velho que provei até hoje. Aconteceu em maio de 1998, durante a Feira Boa Mesa, quando degustamos diversas safras desse soberbo vinho licoroso doce: 1880, 1900, 1920, 1930, 1947, 1955, 1965, 1975 e 1980.

 

Grange Shiraz 1989, da Penfolds, estupendo tinto australiano e um dos vinhos ícones do Hemisfério Sul, vencedor de uma prova vertical do Grupo Amarante com cinco vinhos indo de 1980 a 1990. Ele foi apreciado num jantar em novembro de 1999, na residência do amigo Ennio Federico, um excelente cozinheiro amador.

 

Caymus Special Selection Cabernet Sauvignon 1994, um dos melhores e mais consistentes tintos californianos. Vencedor de uma degustação vertical do Grupo Amarante com oito vinhos indo de 1986 a 1995, todos da adega do amigo Elie Karmann. A prova ocorreu em junho de 2000, no restaurante Fasano.

 

Pingus 1997, excelente tinto de Ribera del Duero, atualmente, o vinho mais caro da Espanha. Ele foi servido num jantar, em agosto de 2000, na residência do confrade e amigo Belarmino Iglesias Filho, que nos agraciou também com suas excelentes carnes.

 

Château Petrus 1982, o grande vencedor do painel de degustação dos oito Grands Crus de Bordeaux (quatro do Médoc, um de Graves, dois de Saint-Émilion e um de Pomerol) da década de 1980, levado pelo amigo Affonso Brandão Hennel. Ela aconteceu no restaurante Eau, em fevereiro de 2003, para comemorar os 20 anos do Grupo Amarante.

 

BB Bettina Bürklin Riesling Auslese trocken 1990, de Dr. Bürklin-Wolf, primeiro colocado numa prova de Rieslings secos alemães da Confraria do Amarante (criada em 1999). A garrafa saiu da adega do amigo Milton Pasquote, grande amante dessa nobre variedade. O embate aconteceu em setembro de 2003, na acochegante casa do amigo Carlos Alves Gomes, um mestre na arte de churrasquear uma lagosta, no Lago Azul.

 

La Tâche 1979 (em garrafa double-magnum), um dos melhores Bourgogne tintos de minha existência. Foi apreciado em agosto de 2004 e aberto pelo meu amigo José Roberto Gusmão, em sua bela casa de campo, na Quinta da Baroneza.

 

Hermitage La Chapelle 1978, de Paul Jaboulet, o ganhador de uma degustação vertical de sete vinhos, de safras entre 1969 e 1994. Ela ocorreu no restaurante Le Coq Hardy, em agosto de 2006, para comemorar os 7 anos da Confraria do Amarante.

 

Côte Rôtie La Landonne 1988, da E. Guigal, que ganhou por pouco de um Côte Rôtie La Turque 1988, numa degustação de oito vinhos Côte Rôtie e Hermitage, pela Confraria do Amarante. Ele foi desfrutado em abril de 2007, no restaurante Parigi.

 

Castillo Ygay Gran Reserva 1925, do Marqués de Murrieta, bebido em fevereiro de 2008, no restaurante Fasano, durante a comemoração dos 25 anos do Grupo Amarante. Ele foi ofertado pelo amigo Clóvis Siqueira, chef e dono do saudosíssimo restaurante Lacave.

 

Château Mouton-Rothschild 1929 (rearrolhado em 1980), pertencente até pouco tempo atrás à adega de Eric Rothschild e degustado em julho de 2009, graças à generosidade do amigo Affonso Brandão Hennel. Ele foi bebido em comemoração aos 10 anos da Confraria do Amarante, no restaurante Cantaloup.

 

Felton Road Block “5” Pinot Noir 2008, considerado por muitos o melhor Pinot Noir neo-zelandês, inclusive por mim, vencedor de um painel do Grupo Amarante de oito exemplares de Pinot Noir 2008, em junho de 2010. Atestando a supremacia deste excelente produtor, o seu Pinot Noir básico ficou na segunda colocação.

 

Richebourg 1995, do Domaine de la Romanée-Conti, degustado na Confrarina de dezembro de 2010, tendo sido uma das mais surpreendentes e caras que eu já participei. Ela envolveu todos os 6 grands crus de Bourgogne deste produtor, de safras da década de 1990. Ele ficou, unanimimente, à frente de um Romanée-Conti 1999 e de um La Tâche 1995.

 

Volnay Les Mitans 2004, do Domaine de Montille, uma das minhas vinícolas prediletas de Bourgogne, ao qual dei notas altíssimas em diversas ocasiões entre dezembro de 2010 e março de 2013. E, também, a sua colheita de 2001, em várias vezes em 2013.

 

Quinta do Vale Meão 2008, cujo vinhedo foi por décadas quem entrava com mais de 70% no famoso Barca Velha. Desde sua primeira safra em 1999, só vem colhendo louros e vencendo quase todas os painéis contra outros tintos do Douro. Em maio de 2011, numa degustação do Grupo Sofisa, destacou-se na primeira colocação versus seis outros grandes tintos durienses.

 

Château Laville-Haut Brion 1989, onde numa surpreendente degustação, às claras, na bem suprida adega do Roberto Baumgart, junto com o Otto Baumgart e o Alexandre Burmaian, em maio de 2011, este grande branco bateu três grandes tintos: Château Lafite-Rothschild 1990, Château Latour 1985 e Château Cheval Blanc 1985. Para mim, este é o meu segundo melhor vinho branco seco do mundo, logo após o seu irmão mais velho o Château Haut-Brion Blanc.

 

Doix 2006, do Mas Doix, produtor vencedor de todas as provas de tintos de Priorato que venho participando. Em agosto de 2011, na Confrarina ele venceu quatro outros grandes regionais. Em março de 2013, um exemplar da colheita de 2001 ganhou de sete outros de topo da denominação, incluindo um Clos Mogador 2004, um Clos Erasmus 1998 e um L’Ermita 1995.

 

Château Petrus 1982, vencedor unânime da comemoração dos 12 anos da Confraria do Amarante, em agosto de 2011. Na ocasião, Dom Affonso gentilmente patrocinou uma prova “de sonho”. Ela envolveu seis safras do mítico Château Petrus, indo de 1982 a 1993. Portanto, ele entrou novamente nesta relação de vinhos marcantes.

 

Château Lafite-Rothschild 1949, ganhador, em maio de 2012, do painel em comemoração aos 10 anos da Confrarina, onde este meu Bordeaux tinto preferido sobrepujou o Château La Conseillante 1982, o Château Figeac 1982 e o Château Figeac 1953.

 

Hermitage 1978, do Jean-Louis Chave, considerado por muitos, inclusive por concorrentes, como o melhor Hermitage. Em maio de 2012, numa prova da Confraria do Amarante, ele foi o grande vencedor à frente dos Hermitage La Chapelle 1978, 1983 e 2001, do Côte-Rôtie La Landonne 1986 do Guigal, do Ermitage Le Pavillon 1995 e do Ermitage Le Méal 1997, ambos do M. Chapoutier.

 

Vosne-Romanée Les Malconsorts Cuvée Christianne 2005, do grande Domaine de Montille, que deu um verdadeiro show numa prova da Confraria, em dezembro de 2012.

 

Château Lafite-Rothschild 1929, em janeiro de 2013, o Dom Affonso gentilmente patrocinou para a Confraria do Amarante, outra prova “de sonho”. Ela envolveu 6 safras do vinho recordista, até o presente, de preço em leilões, o Château Lafite-Rothschild. Este que foi um dos melhores tintos de minha vida, ficando à frente das colheitas de 1982, 1961, 1990, 1986 e 1998.

 

Clos de Vougeot 2003, do excelente produtor Méo-Camuzet, que em fevereiro de 2013, venceu outros 8 Grands Crus de Bourgogne, numa degustação do Grupo Amarante. Tinha um Chambertin-Clos de B`eze, dois Chapele-Chabertin, dois Echézeaux, um Clos de la Roche, um Corton e um Savigny La Dominode, único Premier Cru.

 

Côte-Rôtie La Landonne 1990, do E. Guigal, na comemoração do 11º aniversário da Confrarina, em abril de 2013. Na ocasião ele bateu, dois outros La Landonne (1987 e 1997), um La Mouline (1998) e dois La Turque (1996 e 1997), todos eles desta estupenda vinícola.

 

Château Latour 1961, em mais uma das provas "de sonho", patrocinadas por Dom Affonso para a Confraria do Amarante, em maio de 2015. Neste embate vertical, ele ficou à frente das safras de 1982, 1985, 1990, 1970 e 1966, respectivamente.

 

Barbaresco Gallina 2005, do La Spinetta, único produtor piemontês quase tão laureado, pela Guida Gambero Rosso, quanto o mítico Gaja. Esta prova do Grupo Amarante, em julho de 2013, teve em segundo lugar outro Barbaresco do La Spinetta, no caso o Starderi 1996, seguido pelo Barolo Cannubi Boschis 1997, do Luciano Sandrone.

 

Gran Reserva “904” 1998, do La Rioja Alta, que mudou de nome sendo antes apenas Reserva “904” e por mim já destacado, mais atrás neste capítulo. Este grande vinho, desta vinícola que para mim é uma das três melhores de Rioja, é freqüentemente um vencedor de degustações às cegas. Uma degustação do Grupo Amarante, em agosto de 2013, provou mais uma vez este fato.

 

Barca Velha 1978, da Casa Ferreirinha, de uma safra ainda anterior à perda do seu melhor vinhedo, o Vale do Meão, ganhou a degustação às cegas deste conceituado tinto do Douro, numa degustação da Confraria do Tucupi, em janeiro de 2014. Os outros painelistas foram os 1982, 1964, 2000, 1999, 2004 e 1983.

 

Richebourg 2010, do Thibault Liger-Belair, em uma das melhores degustações de minha vida, em abril de 2014, pela Confraria do Tucupi. Os demais vinhos eram os também Richebourg: 1991 do Mongeard-Mugneret, 2010 e 2008 do A. F. Gros, o 1997 do Domaine de la Romanée-Conti (que ficou na quinta colocação, mas com ótima nota) o 2004 da Anne Gros e, por último, o "pirata" Echézeaux 2011 do Philippe Pacalet.

 

Kiedrich Gräfenberg Riesling Ertes Gewächs 2006, do Robert Weil, um dos três mais conceituados produtores alemães, em janeiro de 2015, numa prova da Confraria do Amarante. Este Premier Cru (Ertes Gewächs), bateu sete outros grandes Rieslings secos (trocken) teutônicos, como um Forster Kirchenstück GC 2009, dois Forster Jesuitengarten GC "Fass 63" 2003, todos do Dr. Bürklin-Wolf, um Scharzhofberger Spätlese 2007 de Egon Müller, um Bernkasteler Coctor Spätlese trocken 2011, do Dr. Thanisch, dentre outros.