Queijo Colonial

 

Geral

  • História

        O Queijo Colonial ou Colônia é um queijo produzido nas áreas rurais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

        Inicialmente, ele era produzido pelos colonos açorianos que povoaram a região. Posteriormente, chegaram os italianos, alemães e outros europeus, que passaram a fazer este queijo do mesmo modo que os portugueses.

 
  • Origem do Nome

        No sul do Brasil, costuma-se dar o nome de "colonial" aos produtos alimentares artesanais  fabricados pelos colonos europeus, principalmente aqueles de língua italiana e alemã, cujas terras recebidas no século XIX eram denominadas de "colônia".

 

Regiões Produtoras

    A produção artesanal deste queijo é feita principalmente nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

    Nestes dois estados, a sua fabricação abrange também as zonas destinadas ao Queijo Serrano. Mais abaixo, estão descritas as diferenças fundamentais entre estes queijos, que guardam uma certa semelhança entre si.

 

O Queijo

  • Legislação

    O Estado do Rio Grande do Sul, através da Portaria SEAPPA nº 55 de 28/03/2014, fixou o Normas Técnicas de Instalações e Equipamentos para Microqueijarias. Ela estipula os seguintes critérios:

- Queijo Artesanal: produto fabricado em pequena escala a partir do leite obtido de animais sadios, beneficiado no estabelecimento de origem, de acordo com os processos tradicionais que lhe confira consistência, coloração e sabor próprios, seguindo Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade específicos;

- Microqueijarias: assim denominado o estabelecimento de pequeno porte, dotado de dependências e equipamentos que satisfaçam a presente Norma, destinado exclusivamente à produção de queijo artesanal, com funcionamento exclusivo para o beneficiamento do leite obtido na sua propriedade, não se admitindo o recebimento de leite de propriedades de terceiros, com volume máximo de recebimento de 250 (duzentos e cinqüenta) litros/dia;

- Beneficiamento do leite: serão permitidos os processos de pasteurização lenta e/ou rápida para o beneficiamento de leite destinado à fabricação de Queijo Artesanal. Somente será permitida a utilização de leite sem pasteurização para a produção de Queijos Artesanais Tipo Colônia, se os processos tecnológicos estiverem em conformidade com os requisitos dispostos na Portaria nº 146 de 07 de março de 1996 - MAPA, Instrução Normativa nº 30, de 07 de agosto de 2013- MAPA e demais atos complementares ou substitutivos.

    Santa Catarina, até o presente, ainda não promulgou nenhuma legislação à respeito deste queijo.

 

  • Características

    O Queijo Colonial Artesanal também é produzido em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, inclusive coexistindo nas regiões serranas destes estados, com o mais conceituado Queijo Serrano Artesanal.

    Os aspectos mais marcantes que diferenciam o Queijo Colonial do Queijo Serrano, são os descritos a seguir:

- Leite: o Serrano utiliza apenas leite cru e integral, sendo que o leite do Colonial pode ser cru ou pasteurizado;

- Gado: o leite do Serrano é proveniente majoritariamente de gado nativo de corte ou misto, ao invés de raças bovinas leiteiras trazidas recentemente da Europa. O Colonial é feito com leite de vacas leiteiras européias (Jersey, Holandesas, etc.), que dão um volume diário de leite muito maior do que os das raças de corte, porém com teor de gordura do leite menos concentrado;

- Alimentação do gado: em terceiro lugar, ter como base da alimentação dos animais campo nativo, no caso do Serrano, ou uso intensivo de ração e pastagens exóticas melhoradas para aumentar o rendimento leiteiro, no caso do Colonial;

- Método de fabricação: neste sentido, ele é muito similar ao do Serrano.

    As suas características básicas são as seguintes:

- Crosta: dura ou semidura;

- Massa: fechada com alguns olhos, de cor amarelo pálido, macia, de cremosidade média, mostrando boa elasticidade. Facilmente fatiável e derrete bem quando submetido ao calor;

- Gordura: é um queijo semi-gordo;

- Sabor: queijo de sabor lático, medianamente picante. Quanto mais envelhecido, o seu sabor fica ainda mais picante e complexo;

- Apresentação: formato cilíndrico plano, pesando normalmente entre 700 g e 5 kg;

- Tempo de maturação: de 30 a 75 dias.

 

Consumo

    É versátil podendo desde ser consumido frito ou in natura, acompanhado de frios e pão, bem como usado como ingrediente de gratinados, pizzas, massas, etc.