Witbier

 
 
 

    Witbier ou Tarwebier ou Wit (em flamengo), ou Bière Blanche ou Blanche (em francês) é uma ale de trigo clara, seca, levemente ácida, bem refrescante, elegante, saborosa, de moderada força e corpo, com sedimentos e com um alto grau de carbonatação. Devido ao uso de maltes pálidos, de trigo não maltado e sem filtração, são cervejas esbranquiçadas devido às leveduras e ao trigo em suspensão, ficando muito parecidas com as Hefeweisse alemãs. A maior diferença delas para a suas primas alemãs é a adição de especiarias, classicamente coentro recém-moído e casca de laranjas azedas de Curaçao, que lhe dão um toque cítrico de laranja. Outras especiarias (como por exemplo camomila, cominho, canela, “grãos do paraíso”) podem ser usadas para dar mais complexidade, mas são menos proeminentes.

    Empregam cerca de 50% de trigo não maltado e 50% de malte de cevada. Em algumas versões, até 5-10% de aveia pode ser usada. Empregam leveduras ale propícias à produção de flavores suaves e condimentados, muito característicos. Algumas vezes, permitem uma muito limitada fermentação lática, ou a adição de ácido lático. Os lúpulos são usados com discrição.

    Esta cerveja tende a ser frágil e não envelhece bem, logo devem ser consumidas mais jovens e frescas.

 

História

    Nos anos 1800, Hoergaarden era um dos principais centros cervejeiros belgas, com 30 cervejarias produzindo Witbier. Infelizmente, em meados dos anos 1950, o estilo expirou. Em 1966, Pierre Celis assumiu a responsabilidade de reviver este estilo morto, que vem crescendo constantemente em popularidade desde então. Perto dos anos 90, o estilo já era tão popular que, em 1987, a Interbrew (hoje, fundida com a Ambev no grupo InBev) comprou a Hoegaarden.

 

Características

    As Wit vão de amarelo-palha à amarelo. A cerveja será muito nublada a partir da neblina de amido não filtrado e/ou da levedura, o que lhe confere uma aparência leitosa, amarelo-esbranquiçado. Colarinho denso, branco e cremoso, com boa persistência. As Wit são tradicionalmente “acondicionadas em garrafa” e servidas nubladas. O aroma deve ter moderado perfume de coentro, muitas vezes com notas em segundo plano, complexas hervais,  condimentadas ou apimentadas. Com frutado moderadamente picante, cítrico  e alaranjado. Estão presents flavores de baixo à médio, de ésteres-frutados. Os flavores de lúpulo vão de não percebidos à baixos, com baixo amargor. O caráter maltado vai de muito baixo à baixo. Suaves condimentos fenólicos e sabores de levedura podem ser evidentes. Uma leve acidez é apropriada. Opcionalmente, tem uma muito leve acidez de sabor láctico. O corpo vai de médio-leve a médio, muitas vezes tendo uma cremosidade macia e leve a partir de trigo não maltado e da aveia ocasional. Apesar do corpo e da cremosidade, o final de boca é seco e muitas vezes um pouco ácido. Caráter efervescente de alta carbonatação. Refrescância devido à carbonatação, à leve acidez e à falta de amargor no final de boca.

    Atualmente, temos no mercado brasileiro: Hoegaarden Blanche, Vedett Extra White, Blanche de Bruxelles, St. Bernardus Wit, Blanche de Brabant, Limburgse Witte, Brugs Tarwebier, Celis White, Blanche des Neiges, Troublette, etc.

    Parâmetros Básicos: 4,5-5,5% álcool em vol.; IBU=10-20 (flavor do lúpulo vai de não perceptível à baixo, com amargor baixo); SRM=2-4 (cor de amarelo-palha a amarelo).

 


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