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Mundo

        Em 2010, a produção mundial de cogumelos e trufas foi de 7,4 milhões de toneladas. Entre os continentes, a Ásia respondeu por 69,8% da produção, seguida por Europa (23,4%), Américas (5,8%), Oceania (0,7%) e África (0,2%). A China, neste aspecto, é o gigante, com 66,0% da produção total. Cerca de 90% da produção mundial foi oriunda de apenas 7 países. O Brasil, devido à sua baixíssima produção (0,01%), nem figura na tabela abaixo.

 

País

Produção (t)

%

1. China

4.881.179

66,0

2. Itália

   800.000

10,8

3. Estados Unidos

   359.469

  4,9

4. Holanda

   266.000

  3,6

5. Polônia

   178.500

  2,4

6. Espanha

   126.700

  1,7

7. Canadá

     72.930

  1,0

8. Reino Unido

     69.300

  0,94

9. Irlanda

     65.000

  0,87

10. Japão

     62.500

  0,84

11. Indonésia

     61.376

  0,83

12. Alemanha

     60.000

  0,81

13. Bélgica

     41.400

 

14. Austrália

     41.295

 

15. Índia

     41.000

 

16. Irã

     27.500

 

17. Coréia do Sul

     26.250

 

18. França

     23.126

 

19. Turquia

     21.559

 

Total

7.397.558

 

Fonte: FAOSTAT / FAO 2010

        Segundo estimativa da FAO, em 1999, a maior exportadora mundial foi a Holanda, seguida da China. Neste ano, os maiores importadores foram: Inglaterra, Alemanha e Japão.

 

China

        A China é o país pioneiro em cultivo de cogumelos comestíveis e medicinais. Atualmente, há mais de 60 espécies de cogumelos sendo cultivadas comercialmente, tendo também a liderança mundial, tais como: Agaricus bisporus, Lentinula edodes, Flammulina velutipes, Pleurotus ostreatus, Pleurotus pulmonarius, Pleurotus spp., Pholiota nameko, Dictyophora spp., Dictyophora echinovolvata, Dictyophora indusiata, Dictyophora duplicata, Dictyophora rubrovolvata, Auricularia polytricha, Auricularia auricular-judae, Tremella fuciformis, Volvariella volvacea, Volvariella bombycina, Hericium erinaceus, Agaricus blazei, Pleurotus erygii, Pleurotus ferulae, Pleurotus nebrodensis, Grifola frondosa, Stropharia rugoso-annulata, Oudemansiella radicata, Coprinus commatus, Hypsizygus marmoreus, etc.

 

Japão

        O cogumelo no Japão é chamado de “kinoko”, que quer dizer “filho de uma árvore”. Vários tipos de cogumelos são usados na culinária japonesa. Alguns dos mais populares são: Shiitake (Lentinula edodes), Matsutake (Tricholoma matsutake) _ um cogumelo gourmet muito caro, pois não pode ser cultivado _, Orelha-de-Judas (Auricularia auricula-judae), Maitake (Grifola frondosa), Bunashimeji (Hypsizygus marmoreus), Nametake/Enoki (Nametake é a versão silvestre e Enoki é a versão cultivada de Flammulina velutipes), Hiratake/Shimeji (Pleurotus ostreatus), Eryngui ou Cardoncello (Pleurotus eryngii), Nameko (Pholiota nameko), Maitake (Grifola frondosa), Hatsutake (Lactarius hatsutake) e o Champignon.

 

França

        A França apesar de ser apenas o 18º produtor mundial de cogumelos, tem uma tradição muito grande nesta área. As Morilles (Morchella ssp.) e as Truffes (Tuber ssp.) possuem um renome gastronômico muito antigo; raras e caras, elas são reservadas para a alta cozinha francesa. As outras espécies dão lugar a preparações mais tradicionais. Algumas das melhores são: Cèpe de Bordeaux (Boletus edulis), Trompette de la mort (Craterellus cornucopioides), Mousseron ou Tricholome de la Saint-Georges (Calocybe gambosa), Lactaire délicieux (Lactarius delicious), Pied de mouton (Hydnum repandum), Girolle ou Chaterelle (Cantharellus cibarius) e Champignon-de-Paris (Agaricus bisporus).

 

Itália

        Pouca gente sabe, mas a Itália é o segundo maior produtor mundial de cogumelos, só perdendo para a China. De longe, os dois fungos italianos mais famosos são o Tartufo Bianco d’Alba (Tuber  magnatum) e o Fungo Porcino - Funghi Porcini, no plural (Boletus edulis).

 

Espanha

        As principais “setas” ou cogumelos espanhóis, em ordem alfabética dos nomes científicos, são: Oronja (Amanita caesarea), Gurumelo (Amanita ponderosa), Hongo negro (Boletus aereus), Hongo de pino (Boletus pinophilus), Seta de San Jorge ou Perretxiko, em basco (Calocybe gambosa), Rebozuelo (Cantharellus cibarius), Angula de monte (Cantharellus lutescens), Trompeta de la muerte (Craterellus cornucopioides), Lengua de vaca (Hydnum repandum), Níscalo (Lactarius delicious), Senderuela (Marasmius oreades) e Carbonera (Tricholoma portentosum).

 

Portugal

        Dentre as espécies de cogumelos portugueses comestíveis mais freqüentes e apreciadas, em ordem dos nomes científicos, temos: Amanita-dos-Césares ou Laranja (Amanita cesarea), Silarca (Amanita ponderosa), Cepa-de-Bordéus (Boletus edulis), Cantarelo (Cantharellus cibarius), Corno-da-abundância (Craterellus cornucopioides), Língua-de-boi (Fistulina hepatica), Pé-de-carneiro (Hydnum repandum), Níscaro ou Sancha (Lactarius deliciosus), Para-sol ou Púcara (Macrolepiota procera), Morquela comum ou Pantorra (Morchella esculenta), Míscaro amarelo ou Cogumelo-dos-cavaleiros (Tricholoma equestre) e Míscaro-roxo (Tricholoma portentosum).

 

Estados Unidos

        Este país é o terceiro maior produtor mundial de cogumelos. Mais de 95% da produção são de White Button (Agaricus bisporus, da variedade Champignon) e de Brown Mushroom (Agaricus bisporus, das variedades Crimini e Portobello).

 

Brasil

        Em 1952, os cogumelos cultivados fizeram a sua entrada no Brasil, com imigrantes italianos que se radicaram em Atibaia-SP. A primeira espécie a ser cultivada foi a do Champignon-de-Paris (Agaricus bisporus), em 1953. A produção de Agaricus bisporus (nas variedades Champignon-de-Paris, Crimini e Portobello), no Brasil, se concentra em Atibaia-SP, Cabreúva-SP e Guaíba-RS.

        Entretanto, o maior pólo de produção de cogumelos cultivados no país é a região do Alto Tietê, centrada no município paulista de Mogi-das-Cruzes, responsável por cerca de 80% da produção nacional. Atualmente, cerca de 200 famílias de origem oriental, vindas de Taiwan, da China, do Japão e da Coréia-do-Sul, aqui produzem fungos e são filiados à AFAT - Associação dos Fungicultores do Alto Tietê. Os cogumelos mais cultivados são: Champignon-de-Paris, Shimeji-preto, Shimeji-branco e Shiitake. Esta posição é devido ao fato da região ter um microclima frio e úmido, muito favorável ao cultivo de cogumelos.

        O Banco de Germoplasma de Cogumelos para Uso Humano da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, organizado desde 1996, conta atualmente 326 espécies/linhagens comestíveis e medicinais, incluindo dentre outras: Cogumelo-do-sol (Agaricus blazei), Orelha-de-Judas (Auricularia auricula-judae), Orelha-de-Pau (Auricularia polytricha), Enoki (Flammulina velutipes), Cogumelo-rei ou Reishi (Ganoderma lucidum), Maitake (Grifola frondosa), Cogumelo-leão ou Macaco-branco (Hericium erinaceus), Shiitake (Lentinus edodes), Cogumelo-canário (Oudemansiella canarii), Nameko (Pholiota nameko), Pleurotus-dourado (Pleurotus citrinopileatus), Eryngui ou Cardoncello (Pleurotus eryngii), Cogumelo-flabeliforme (Pleurotus flabeliforme), Hiratake (Pleurotus ostreatus), Shimeji-preto/Shimeji-branco (Pleurotus ostreatus) e Pleurotus-salmão (Pleurotus salmoneostraminus).

        Destas espécies, apenas algumas poucas são cultivadas comercialmente no Brasil, notadamente: Champignon-de-Paris, Crimini, Portobello, Enoki, Maitake, Cogumelo-leão ou Macaco-Branco, Shiitake, Nameko, Pleurotus-dourado, Eryngui ou Cardoncello, Hiratake, Shimeji-preto, Shimeji-branco e Pleurotus-salmão. Atualmente, os cogumelos cultivados  mais consumidos no mercado brasileiro são: Champignon-de-Paris, Shitake, Shimeji-preto/Shimeji-branco, Hiratake e Pleurotus-salmão.