Santa Inês

 

 

Finalidade: carne e pele

Distribuição: América do Sul

Origem: raça desenvolvida no Nordeste do Brasil, notadamente na Bahia, porém sua origem ainda é incerta. A mais provável é que seja resultante de cruzamentos não planejados entre quatro fontes genéticas: ovinos lanados tipo Crioula Lanado, que foram trazidos pelos colonizadores portugueses e espanhóis, mas que sob as condições tropicais, perderam totalmente ou grande parte da lã de seu corpo; ovinos deslanados oriundos da África, que deram origem à maioria das raças deslanadas do Brasil, América Central e Caribe; ovinos da raça Bergamácia, de origem italiana, cruzada tanto com as ovelhas remanescentes daquelas oriundas do continente africano, quanto com as da raça Morada Nova, seguida por um período de seleção e/ou evolução para ausência de lã; ovinos das raças Somalis Brasileira e Suffolk, que no final da década de 1980 foram adicionadas à raça Santa Inês, por um pequeno grupo de criadores.

Descrição: ovino deslanado, com pêlos curtos e sedosos. Excelente qualidade de carne e pele de boa qualidade. O seu padrão racial permite quatro tipos de pelagem: branca denotando a influência da Bergamácia; vermelha denotando a influência da Morada Nova; preta denotando a influência da Somalis Brasileira; e chitada ou malhada, caracterizada por uma pelagem branca com manchas pretas e/ou vermelhas. Apresenta grande porte com média de peso para macho de 80 a 120 kg e para as fêmeas de 60 a 90 kg.  Animais adaptados as condições edafoclimáticas da zona Semi-Árida da Região Nordeste porém, exigentes quanto as necessidades nutricionais. É essencialmente uma raça materna, fornecedora de matrizes. Essa raça tem apresentado boas respostas nos cruzamentos com reprodutores das raças Texel, Dorper, Île-de-France, dentre outras.