Île-de-France

 

 

Finalidade: carne

Distribuição: Mundo

Origem: o berço desta raça é a França _ onde é bastante difundida _, na região da bacia parisiense, denominada Île-de-France. A partir de 1816, técnicos franceses iniciaram cruzamentos de ovelhas Merino Rambouillet com reprodutores New Leicester (Dishley) importados da Inglaterra. O objetivo era obter um ovino que reunisse a qualidade laneira do Merino com a aptidão carniceira do New Leicester. Em 1875, participou da Exposição de Paris sob a denominação de Dishley Merino. Em 1920, a raça recebeu uma infusão de sangue Merino Cotentin, com a finalidade de eliminar pigmentos escuros da pele do focinho. Em 1922 foi criado o seu Livro de Registro Genealógico. Em 1923, a raça veio a receber sua denominação definitiva, Île-de-France (em consideração ao nome da região de origem). Por volta de 1973, foi introduzida no Brasil, adaptando-se bem às nossas condições.

Descrição: é um ovino lanado e mocho. Apresenta uma carcaça pesada, compacta e com bom desenvolvimento nas regiões de cortes nobres (pernil, lombo e paleta). É bastante precoce e muito prolífera, produzindo cordeiros em diferentes épocas do ano. Os cordeiros apresentam bom ganho de peso, com cerca de 23 kg aos 70 dias. Ovelhas adultas pesam cerca de 80 kg e os carneiros atingem entre 110 e 160 kg. É considerada uma raça paterna, sendo uma excelente opção para ser utilizada em cruzamentos com matrizes nativas ou SRD, visando produção de carne de qualidade. Os machos reprodutores dessa raça tem apresentado boas respostas nos cruzamentos com fêmeas matrizes de Santa Inês.