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Farinha bijusada: de acordo com a sua definição legal é produto de baixa densidade, obtido das raízes de mandioca sadias, limpas, descascadas, trituradas, raladas, moídas, prensadas, desmembradas, peneiradas e laminadas à temperatura adequada, na forma predominante de flocos irregulares.

 

Farinha-d'água: esquema industrial de produção da farinha-d'água: mandioca > lavagem > descascamento > fermentação > ralação > prensagem > peneiragem > esfarelamento > torração > peneiragem (opcional) > acondicionamento > armazenamento. Esta farinha, típica da região Norte, tem este nome por mergulhar a raiz de mandioca, geralmente amarela, em água por cerca de uma semana, para "pubar", isto é, fermentar, para começar a reduzir o teor do composto tóxico, amolecer a raiz e melhorar o sabor. Posteriormente, o processamento é similar ao da farinha seca. É muito usada para fazer pirões ou acompanhar pratos cozidos com molho.

Farinha-d’água empaneirada de Bragança: tradicional  farinha-d’água feita com mandioca amarela, pubada e torrada artesanalmente no município paraense de Bragança. A farinha vem embalada em um paneiro, isto é, uma cesta feita com fibras de guarimã. Pode ser comprada no Instituto Maniva.

 

Farinha-d’água de Uarini: típica farinha do Amazonas, elaborada com mandioca amarela, no município de Uarini. Após a mandioca ser pubada, prensada e peneirada, a massa que passa nos crivos da peneira é modelada, manualmente, até formarem ovinhas ou ovas. Recebem o apelido de ova ou ovinha, pois, após serem hidratadas, se parecem bastante com ovas de peixe. A nutricionista Neide Rego achou esta rara e cara farinha, “a coisa mais deliciosa que já provei nos últimos tempos”.

 

Farinha de copioba de Santo Antônio de Jesus: é uma conceituada farinha seca branca e medianamente tostada, fabricada no Recôncavo baiano. É comercializada pelo Instituto Maniva.

 

Farinha de Jacupiranga: é uma farinha seca branca produzida no Vale do Ribeira, em São Paulo. É uma das prediletas da nutricionista Neide Rego. Dá para entender esta predileção, se você também provar as farinhas vizinhas do litoral paranaense, as minhas prediletas. Vide a seção degustação, mais abaixo.

 

Farinha de mandioca: há três maneiras de produção da farinha de mandioca. A farinha seca (vide), geralmente torrada, bastante difundida em todo o país. Outro modo, é mergulhar as raízes em água, para fermentá-las, dando a farinha-d'água (vide) ou puba. Esta é a preferida nos estados amazônicos. O terceiro, o menos nobre, dá a farinha bijusada (vide). As farinhas são vendidas em feiras livres, geralmente embaladas em sacas de 50 kg, ou em supermercados, embaladas em pacotes de 0,5 kg, 1 kg ou 2 kg. O ideal é sempre comprar farinha jovem que dá farofas mais crocantes.

 

Farinha seca: esquema industrial de produção da farinha seca: mandioca > lavagem > descascamento > ralação > prensagem > peneiragem (opcional) > esfarelamento > torração > peneiragem > acondicionamento > armazenamento.       É a farinha comum, do dia a dia dos brasileiros. Usada principalmente para fazer farofas com manteiga e outros ingredientes. A farinha seca branca torrada possui a coloração natural das raízes de polpa branca. É a cor mais comum para as farinhas nacionais. Já a farinha seca amarela torrada é a cor mais comum nas regiões Norte e Nordeste. Essa coloração pode ser: natural, devido ao uso de mandiocas de raízes amarelas; ou obtidas artificialmente, pelo uso de cúrcuma, ou mais freqüentemente, do corante artificial amarelo de tartrazina, que é proibido. Atenção, pois em razão da preferência do consumidor, é cada vez mais comum, a fabricação de farinha amarela artificialmente colorida.

 

 

 

Farinha polvilhada de Santa Catarina: é feita com mandioca ralada e prensada num dispositivo especial. Desta forma a água é eliminada devagar, conservando parte do amido, que vai dar a característica de farinha polvilhada. É outra farinha artesanal apoiada e comercializada pelo Instituto Maniva.

 

Farinha temperada: é a farinha que durante a sua fabricação recebe a adição de  outros ingredientes e condimentos. É o termo geralmente empregado para uma farinha embalada industriamente. Esta farofa pode ser de farinha seca, de farinha-d’água ou de farinha crua.

 

Farofa: é uma comida muito popular no Brasil, desde os tempos coloniais. É feito com farinha de mandioca, passada na manteiga ou noutra gordura e que recebe diversos ingredientes, dependendo da região, tais como: ovos, bacon torrado, lingüiça frita, miúdos, cebola, milho, salsa, etc. Serve de acompanhamento para o churrasco e assados e grelhados de carne, ave ou peixe. Também é comum de entrar como recheio de aves assadas, junto com os miúdos da mesma.

Fécula de mandioca: esquema industrial de produção de fécula: mandioca > lavagem > descascamento > extração e separação da fécula > secagem > moagem > acondicionamento > armazenamento. A fécula é o amido extraído da raiz de mandioca, também conhecido como polvilho doce ou goma ou carimã. É um polissacarídeo, da família dos carboidratos, constituído pela amilose e pela amilopectina. Logo após o esgotamento do líquido de decantação do amido, a fécula encontra-se úmida, sendo chamada de goma fresca. Após secagem, a goma seca ou fécula, apresenta-se como um pó branco, fino, inodoro e insípido. Esta fécula quando é misturada com água quente, acima de 60ºC, transforma-se numa massa gelatinosa, denominada goma de amido. Geralmente quem faz farinha, não extraí fécula e vice-versa. O polvilho ou fécula, de acordo com o teor de acidez, será classificado em polvilho doce ou polvilho azedo (vide). O polvilho doce ou fécula é ideal para fazer tapiocas ou beijus. Pode também ser usado para a fabricação de biscoitos, roscas, brevidades, etc.

Folha de mandioca: com as folhas cozidas da mandioca-mansa, prepara-se o prato paraense chamado maniçoba (vide).

 

Goma: vide fécula de mandioca.