Carolino (Oryza sativa ssp japonica)

 

 

        Em 2008, foi reconhecida a única IGP – Indicação Geográfica Protegida portuguesa para este cereal, denominada de Arroz Carolino das Lezírias Ribatejanas. Entretanto, em 2012, houve um pedido para também oficializar a IGP Arroz Carolino do Baixo Mondego.

        A IGP o define como o grão da planta Oryza sativa L., da subespécie japonica, proveniente da variedade Aríete 2ª Geração, obtida nas regiões limítrofes do estuário do Tejo. 

        Os seus parâmetros dimensionais médios são: 6,4 mm de comprimento, 2,5 mm de largura e 2,5 de relação comprimento/largura. Seus grãos são classificados pela norma européia, como “longo A”.

        Os seus grãos tem um teor baixo de amilose (33,5%!?, segundo mencionado no regulamento do IGP), resultando que, depois de cozidos, ficam pastosos e grudentos entre eles. Isto porque, eles absorvem por completo a água usada e, com ela, os aromas e sabores dos ingredientes que compõem o prato. Ao final, mostram uma aparência “leitosa” em vez de “aguada”, com textura aveludada, macia e cremosa na boca. É o que melhor se adequa aos pratos tradicionais portugueses, chamados de “arroz malandrinho”, ou seja, com molho espesso de aspecto cremoso.

        Produtor (importado): Orivárzea (marca Bom Sucesso)